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Ao lado de alvos da Lava Jato, Moraes toma posse no STF

O advogado e ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes, 48, tomou posse nesta quarta-feira (22) no cargo de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Moraes, que foi indicado pelo presidente Michel Temer (PMDB), ocupará a cadeira deixada por Teori Zavascki, que morreu em um acidente de avião em janeiro.

A cerimônia teve a presença do presidente Michel Temer e de autoridades do mundo jurídico e político, algumas destas citadas nas investigações da Operação Lava Jato.

Em rápida entrevista a jornalistas após a cerimônia de posse, Moraes não respondeu a perguntas relacionadas à Lava Jato. Jornalistas perguntaram se Moraes se declararia impedido de julgar casos em que os réus fossem aliados de grupos políticos próximos à carreira pública de Moraes, que foi secretário de Estado em governos do PSDB e ministro do governo Temer.

Moraes afirmou que assume o cargo com “muita felicidade, muita honra, muita responsabilidade e com absoluta convicção de que meu trabalho pode auxiliar o STF “. “Auxiliar no caminho que o STF vem trilhando já há muito tempo na defesa dos direitos fundamentais, no equilíbrio entre os Poderes, no combate à corrupção, no combate à criminalidade, que também é função do poder Judiciário”, afirmou o mais novo ministro do STF.

Questionado sobre como avaliava a presença de investigados e citados em delações na cerimônia, Moraes não comentou. “À posse são convidados membros de todos os três Poderes, dos três níveis da Federação, amigos, advogados, juízes. Eu quero aproveitar para agradecer a presença de todos”, disse.

Participaram do evento os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), apontados como destinatários de repasses da Odebrecht, assim como o senador José Serra (PSDB-SP), também apontado como destinatário de pagamentos da construtora. Todos negam qualquer irregularidade.

Também estiveram presente o ex-presidente José Sarney (PMDB) e o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ambos alvo de inquéritos ligados à operação. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, presente à posse, também estaria entre os citados nas 78 delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht que tiveram pedidos de inquérito apresentado ao STF.

“O ministro não assume para tratar da Lava Jato, mas para tratar do Brasil”, diz o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que responde a dois inquéritos derivados da Lava Jato. “O Brasil passa a ter agora um juiz de seu tempo. Teremos aqui um ministro qualificado, altivo, mas sobretudo moderno”, afirmou o senador.///UOL

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